sexta-feira, 5 de abril de 2013
BELEZA DA ALMA – CUIDADOS PREVENTIVOS
«A dica é uma maquilhagem simples no corpo para arrasar com as emoções da alma.
No rosto, cuidados especiais, sorrisos sem culpas camuflam todas as imperfeições.
Na cabeça, pensamentos despenteados e rebeldes precisam de uma boa hidratação, palavras leves e soltas são uma óptima solução.
Com os olhos, muita atenção, olhar em outros olhos activa a circulação. Para lábios, a opção é poesia em forma de beijo, isto é perfeito e provoca sensação de bem-estar.
Os braços não podem ser esquecidos, não tem erro, massagens em forma de abraços é um adeus à flacidez do coração.
Para as mãos, acarinhar outras mãos é uma maneira simples de se garantir intensas emoções.
Com os pés, atenção dobrada, quem já experimentou sabe e eu recomendo, tirá-los do chão é viajar nos sonhos sem pagar imposto, é fazer asneira sem se sentir culpado, é beber a vida sem se embebedar. Mas cuidado, aqui você pode se viciar.
E para o resto do corpo, a minha sugestão é uma a aplicação diária de granulados de alegria, daqueles que esfoliam todas as células de tristezas e raivas mortas e abrem as portas para tudo que é bom nos encharcando de felicidade. »
Publicado no Recanto das Letras em 24/02/2007 por Rosa Berg
*
domingo, 31 de março de 2013
É assim o amor...até aprendermos...
«É claro que te farei sofrer.
É claro que tu me farás sofrer.»
Saint-Exupéry, Carta à Natalie Paley
*
sábado, 30 de março de 2013
ORAÇÃO A MIM MESMO
Que eu me permita
olhar e escutar e sonhar mais.
Falar menos.
Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê
a admiração que eles me têm
e não a inveja que penso que têm.
Escutar com meus ouvidos atentos
e minha boca estática,
as palavras que se fazem gestos
e os gestos que se fazem palavras.
Permitir sempre
escutar aquilo que eu não tenho
me permitido escutar.
Saber realizar
os sonhos que nascem em mim
e por mim
e comigo morrem por eu não os saber sonhos.
Então, que eu possa viver
os sonhos possíveis
e os impossíveis;
aqueles que morrem
e ressuscitam
a cada novo fruto,
a cada nova flor,
a cada novo calor,
a cada nova geada,
a cada novo dia.
Que eu possa sonhar o ar,
sonhar o mar,
sonhar o amar,
sonhar o amalgamar.
Que eu me permita o silêncio das formas,
dos movimentos,
do impossível,
da imensidão de toda profundeza.
Que eu possa substituir minhas palavras
pelo toque,
pelo sentir,
pelo compreender,
pelo segredo das coisas mais raras,
pela oração mental
(aquela que a alma cria e
que só ela, alma, ouve
e só ela, alma, responde).
Que eu saiba dimensionar o calor,
experimentar a forma,
vislumbrar as curvas,
desenhar as retas,
e aprender o sabor da exuberância
que se mostra
nas pequenas manifestações
da vida.
Que eu saiba reproduzir na alma a imagem
que entra pelos meus olhos
fazendo-me parte suprema da natureza,
criando-me
e recriando-me a cada instante.
Que eu possa chorar menos de tristeza
e mais de contentamentos.
Que meu choro não seja em vão,
que em vão não sejam
minhas dúvidas.
Que eu saiba perder meus caminhos
mas saiba recuperar meus destinos
com dignidade.
Que eu não tenha medo de nada,
principalmente de mim mesmo:
- Que eu não tenha medo de meus medos!
Que eu adormeça
toda vez que for derramar lágrimas inúteis,
e desperte com o coração cheio de esperanças.
Que eu faça de mim um homem sereno
dentro de minha própria turbulência,
sábio dentro de meus limites
pequenos e inexatos,
humilde diante de minhas grandezas
tolas e ingênuas
(que eu me mostre o quanto são pequenas
minhas grandezas
e o quanto é valiosa
minha pequenez).
Que eu me permita ser mãe,
ser pai,
e, se for preciso,
ser órfão.
Permita-me eu ensinar o pouco que sei
e aprender o muito que não sei,
traduzir o que os mestres ensinaram
e compreender a alegria
com que os simples traduzem suas experiências;
respeitar incondicionalmente
o ser;
o ser por si só,
por mais nada que possa ter além de sua essência,
auxiliar a solidão de quem chegou,
render-me ao motivo de quem partiu
e aceitar a saudade de quem ficou.
Que eu possa amar
e ser amado.
Que eu possa amar mesmo sem ser amado,
fazer gentilezas quando recebo carinhos;
fazer carinhos mesmo quando não recebo
gentilezas.
Que eu jamais fique só,
mesmo quando
eu me queira só.
Amém.
(Oswaldo Antônio Begiato)
*
segunda-feira, 25 de março de 2013
Raparigas giras...
«Com as raparigas é assim, mesmo quando são feias, mesmo quando são parvas, sempre que fazem qualquer coisa gira ficamos meio apaixonados por elas e nessa altura já não sabemos onde estamos. As raparigas. Porra. As raparigas podem dar connosco em chanfrados. Como nenhuma outra coisa. A sério.»
J. D. Salinger, À espera no Centeio
J. D. Salinger, À espera no Centeio
domingo, 24 de março de 2013
HÁ SEMPRE ALGUÉM
«O mundo inteiro está cheio de pessoas:
Há pessoas caladas que precisam de alguém para conversar.
Há pessoas tristes que precisam de alguém para as confortar.
Há pessoas tímidas que precisam de alguém que as ajude a vencer a timidez.
Há pessoas sozinhas que precisam de alguém para brincar.
Há pessoas com medo que precisam de alguém para lhes dar a mão.
Há pessoas fortes que precisam de alguém para as fazer pensar na melhor maneira de usarem a sua força.
Há pessoas habilidosas que precisam de alguém que as ajude a descobrir a melhor maneira de usarem a sua habilidade.
Há pessoas que julgam que não sabem fazer nada e precisam de alguém que as ajude a descobrir as muitas coisas que afinal sabem fazer.
Há pessoas apressadas que precisam de alguém para lhes mostrar tudo o que não tem tempo para ver.
Há pessoas impulsivas que precisam de alguém para as ajudar a não magoar os outros.
Há pessoas que se sentem de fora e precisam de alguém para lhes mostrar o caminho de entrada.
Há pessoas que dizem que não servem para nada e precisam de alguém para as ajudar a descobrir como são importantes.
Precisam de alguém.
Talvez de ti...»
(Autor: Leif Kristiansson - tradução de Maria Lino)
Há pessoas caladas que precisam de alguém para conversar.
Há pessoas tristes que precisam de alguém para as confortar.
Há pessoas tímidas que precisam de alguém que as ajude a vencer a timidez.
Há pessoas sozinhas que precisam de alguém para brincar.
Há pessoas com medo que precisam de alguém para lhes dar a mão.
Há pessoas fortes que precisam de alguém para as fazer pensar na melhor maneira de usarem a sua força.
Há pessoas habilidosas que precisam de alguém que as ajude a descobrir a melhor maneira de usarem a sua habilidade.
Há pessoas que julgam que não sabem fazer nada e precisam de alguém que as ajude a descobrir as muitas coisas que afinal sabem fazer.
Há pessoas apressadas que precisam de alguém para lhes mostrar tudo o que não tem tempo para ver.
Há pessoas impulsivas que precisam de alguém para as ajudar a não magoar os outros.
Há pessoas que se sentem de fora e precisam de alguém para lhes mostrar o caminho de entrada.
Há pessoas que dizem que não servem para nada e precisam de alguém para as ajudar a descobrir como são importantes.
Precisam de alguém.
Talvez de ti...»
(Autor: Leif Kristiansson - tradução de Maria Lino)
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