segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

...

 
 
 
 
«Uma flor de silêncio
sela a minha boca.
Um peso de chumbo
aprisiona os meus gestos.
Só o voo dos meus olhos
... te perseguem e tenta
trazer-te até mim.»

Luísa da Costa
 
 
 
 
*

sábado, 4 de fevereiro de 2012

onde tu fores eu vou

"Onde tu fores, eu vou
Se tu quiseres assim
Meu corpo é o teu mundo
E um beijo um segundo
És parte de mim

Para onde olhares, eu corro
Se me faltares, eu morro
Quando vieres, distante
Soltam-se amarras
E tocam guitarras
Por ti, como dantes

Agarra-me esta noite
Sente o tempo que eu perdi (mmmmm)
Agarra-me esta noite
Que amanhã não estou aqui"

Pedro Abrunhosa

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Trigo e papoilas

Ontem numa das minhas caminhadas habituais, deparei-me com uma papoila...
Fui momentaneamente invadida pelos cheiros de infância...um dos meus preferidos, a seguir a bolos quentes (que me lembra o calor do lar), o cheiro da Natureza.
Quando caminhava e cantarolava, perdida na minha alegria de criança que nunca foi compreendida, não seguia a estrada que me aconselhava a minha mãe; se é verdade que não tinha uma capa com capuchinho vermelho, não menos verdade é que deveria ter evitado certos atalhos que me conduziram à boca do lobo...mas adiante...
Perdia a noção do local, do tempo, somente inundada pelo cheiro do trigo com papoilas, das ervas tenras, dos sons dos gafanhotos que saltavam à frente dos meus pés, do chilrear nas árvores, a água das levadas em dia de rega.
Cantava e corria e perdia-me na minha felicidade incompreendida.
Aparecia em casa horas mais tarde, atrasada, suja, rota e feliz...e não eram as reprimendas e tareias que me impediam de ser sempre feliz, percorrer sempre os mesmos caminhos, perder-me sempre nos mesmos lugares...
Tinha os meus amigos...a Catarininha, uma velhota com dificuldades de locomoção que eu passava a correr à porta e sempre tinha uma palavra para mim, mesmo que não me visse (já conhecia os meus passos).
As cabrinhas e os porcos de todos os vizinhos a quem «invadia» os quintais e poios.
O Sr. Luís que me protegia de cada vez que, após ir buscar o leite fresco e brincar com as vasilhas voltava a encher o que eu tinha derramado, e me ensinava todos os procedimentos diários do seu trabalho; eu conhecia cada vaquinha pelo nome e ficava também esquecida do tempo a vê-las a correr quando eram postas lá fora.
Os vizinhos que passavam à porta e me levavam às cavalitas até suas casas.
A Rosinha, a minha madrinha velha, e o Manelinho, que me fez um banquinho de madeira no qual eu nunca me sentava por mais de dois segundos de cada vez...mas a quem visitava todos os dias.
A Tita Lurdes, a única ainda viva mas que eu nunca vejo pois o tempo apagou a nossa ligação, mas que nos primeiros anos da minha vida me mimava e desfazia o que a minha mãe me tentava ensinar...protegia de cada vez que eu me portava mal e escondia para não ser castigada.
Passaram tantas imagens na minha mente, apenas porque num fim de tarde de inverno, com cheiro a primavera precoce, encontrei uma pequena papoila.
Sim, fui sempre uma criança muito feliz, e agora percebo o porquê do que naquela época chamaram de mau comportamento...vivia como devemos viver, em comunhão com a natureza, com amor por todos os seres vivos, com uma alegria no coração, com inocência, eu era feliz comigo mesma; voltei a adquirir alguns desses hábitos e sou feliz quando estou com a minha Mãe Terra.

Trapalhonazinha

*




Angels




I sit and wait
Does an angel contemplate my fate
 And do they know
The places where we go
When we're grey and old'
cause
I've been told
That salvation lets their wings unfold
So when I'm lying in my bed
Thoughts running through my head
And I feel that love is dead
I'm loving angels instead

And through it all she offers me protection
A lot of love and affection
Whether I'm right or wrong
And down the waterfall
Wherever it may take me
I know that life won't break me
When I come to call she won't forsake me
I'm loving angels instead

When I'm feeling weak
And my pain walks down a one way street
I look above
And I know
I'll always be blessed with love
And as the feeling grows
She breathes flesh to my bones
And when love is dead
I'm loving angels instead


*

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

UMA PORTA FECHADA





«Quando uma porta se fecha, só a irás sentir a fechar-se se estiveres à frente

dela. Se estiveres ali, especado. Obstinado. Uma porta só se fecha com ruído

e perda para quem só vê essa saída, e mais nada.



Para quem está cá em cima, elevado… Para quem vê as coisas com o

distanciamento que o céu promove, para quem sabe que tudo o que acontece

de mal é para vos fazer mudar de rumo… essas pessoas não sentem que a

porta se fechou. Sentem apenas que não é por aí. Ou há outra porta, algures, e

é só procurá-la… ou não está no tempo dessa porta se abrir, e é só aprender a

esperar.



Às vezes as pessoas ficam tão obstinadas em tornar a abrir uma porta que se

fechou, que não vêem que mesmo ao lado há um portão incomparavelmente

maior a abrir-se. Olham para o que se fecha, e são incapazes de desviar o

olhar para o que se abre.



Distância. O segredo é ganhar distância. Distância para ver o panorama das

oportunidades e das impossibilidades. Distância para ver os dois lados das

coisas. Distância da terra para estar aqui no alto, mais perto de mim.»




O LIVRO DA LUZ – Pergunte, O Céu Responde,

de Alexandra Solnado

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Chakras




«Chakras são centros de energia, situados na metade do corpo. Há sete deles, que governam nossas propriedades psicológicas. Os chakras situados na parte mais inferior de nosso corpo são nosso lado instintivo, os mais elevados no nosso lado mental.
Chakras no meio do corpoOs chakras podem ter vários níveis de atividade. Quando estão "abertos", estão considerados operantes em uma forma normal.
Idealmente, todos os chakras contribuiriam a nosso ser. Nossos instintos trabalhariam junto com os nosso sentimentos e pensar. Entretanto, este não é geralmente o caso. Alguns chakras não estão abertos bastante (sendo sob-ativo), e para compensar, outros chakras são sobre-ativos. O estado ideal é onde os chakras são equilibrados. »

http://www.eclecticenergies.com/portugues/chakras/introducao.php

PERDÃO/CONFIANÇA




«...o perdão não cria um relacionamento. A menos que as pessoas digam a verdade sobre o que fizeram e alterem a mentalidade e o comportamento, não é possível um relacionamento de confiança. Quando perdoas alguém, certamente libertas essa pessoa do julgamento, mas, se não houver uma verdadeira mudança, nenhum relacionamento verdadeiro pode ser estabelecido.»
(...)
«O perdão não exige de modo algum que confies naquele a quem perdoaste. Mas, caso essa pessoa finalmente confesse e se arrependa, descobrirás no teu coração um milagre que te permitirá estender a m-ao e começar a construir uma ponte de reconciliação. Algumas vezes, e isso talvez te pareça incompreensível agora, essa estrada pode inclusive levar ao milagre da confiança totalmente restaurada.»

in «A Cabana», WM. Paul Young

*