domingo, 23 de outubro de 2011

Meia Noite em Paris

Um filme ao estilo Woody Allen, inconfundível, com uma imagem completamente viciante, apaixonante, real, que nos transporta às ruas, quase nos fazendo sentir os cheiros...
Uma banda sonora fantástica!
Paris à noite é mais linda quando chove!

Trapalhonazinha


*

SEMPRE



«Desistir? Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério. É porque tenho mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça....»

Nuno Camacho; http://www.facebook.com

*

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O Pintor Cego

«António Guimarães é pintor desde sempre, mas a vida roubou-lhe a visão há 35 anos. Mesmo assim nunca deixou de fazer o que queria. Hoje o pintor "Guima" como é conhecido apresenta na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, uma exposição dos últimos 50 anos dedicados aos quadros.»


http://tv2.rtp.pt/noticias/index.php?t=O-Porto-recebe-uma-exposicao-do-pintor-cego-Guima.rtp

*

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Como é linda a nossa «Casa»!...Planeta Terra XXXIII






NEPAL

O Nepal (em nepalês: नेपाल Loudspeaker.svg? [neˈpaːl]) é um país asiático dos Himalaias, limitado a norte pela China (Tibete) e a leste, sul e oeste pela Índia, e é um país sem costa marítima. A sua capital é Catmandu. No país se situa o monte Everest, o pico mais alto da terra com 8 848 m, na fronteira norte com o Tibete (China).

As principais cidades desta nação são, além da capital, a cidade-lago de Pokhara e Lumbini, onde nasceu Sidarta Gautama, conhecido como o Buda. Têm grande importância para o turismo, sendo reconhecidas pela UNESCO devido ao valor histórico e por lá se encontrar um grande acervo monumental.

O Nepal é um país pobre, situado na encosta da cordilheira do Himalaia, centro da Ásia, entre o Tibete (ocupado pela China) e a Índia, e tem uma das maiores densidades demográficas do continente, com 153 habitantes por quilômetro quadrado. A população nepalesa é composta de 12 etnias, que convivem harmoniosamente.

A agricultura emprega 90% da mão-de-obra, tornando o país grande fornecedor de arroz para a região. Em vez de construção de estradas, conter a erosão do solo há séculos tem sido a principal ocupação dos governantes, sendo que o sistema de terraços usados na irrigação do arroz é um desafio aos meios usados no ocidente para conter o mesmo tipo de erosão.

Outrora uma monarquia (absoluta na maior parte da história), o Nepal tornou-se uma república parlamentarista em 2008, após um acordo entre os partidos políticos e as facções guerrilheiras rebeldes, tendo como pano de fundo a crescente insatisfação popular com o autoritarismo do último rei, Gyanendra.[2]


*

Casal LAT ( Living apart Together)


«Embora nem todos estejam familiarizados com o termo, a sigla LAT (Living Apart Together) pode ser considerada uma nova forma de família, que ganha adeptos no mundo inteiro. Entende-se por uma relação LAT uma união em que duas pessoas se assumem como casal mas optam por viver em casas separadas.

Se, por um lado, a generalidade das pessoas anseia por, mais tarde ou mais cedo, juntar os trapinhos, por outro, existem pessoas para quem esse passo acarreta mais desvantagens do que vantagens para a viabilidade da relação.

Algumas destas pessoas já foram casadas, divorciaram-se e chegaram à conclusão que a rotina pode estragar o amor. Por isso, optam por não voltar a “cometer o mesmo erro”. Reconhecem que se amam, até podem voltar a casar, mas não dividem o mesmo tecto.

Há quem justifique esta opção através de um ou mais motivos. Por exemplo, esta é uma opção útil para algumas famílias reconstruídas que receiam o contacto diário entre padrastos ou madrastas e enteados – evita-se a responsabilidade de ter que cuidar dos familiares do cônjuge. Noutros casos, um dos cônjuges tem a seu cargo um familiar idoso e a decisão está associada à dificuldade de partilhar esta responsabilidade. Os “fardos” não são partilhados e o que sobra é a parte positiva.

Note-se que estas pessoas sentem-se apoiadas, sentem que podem contar com o outro em momentos de aflição, mas decidem não partilhar os deveres do dia-a-dia.

Outro motivo apontado diz respeito ao facto de os cônjuges trabalharem geograficamente distantes um do outro. Amam-se e ultrapassam as obrigações profissionais através da manutenção de dois lares.

Esta opção não deve ser confundida com a co-habitação alternada, isto é, os cônjuges não vivem juntos entre duas casas – cada um tem a sua. Encontram-se aos fins-de-semana e passam as férias juntos, mas no dia-a-dia a autonomia é maior.

Alguns casais chegam mesmo a afirmar que, mesmo que tivessem oportunidade de viver juntos a tempo inteiro, não o fariam. Preferem não abdicar do seu próprio espaço, ou dos seus hábitos individuais e decidem não interferir nas decisões diárias do cônjuge.

Como este é um fenómeno que atravessa todas as faixas etárias, é possível ouvir-se casais mais velhos defenderem que, através deste formato, podem conviver com os filhos e com os netos sem que o outro se sinta obrigado a fazê-lo também.

Entre os casais mais novos é possível encontrarmos casos em que os cônjuges até vivem com outras pessoas (pais, irmãos, colegas, amigos), mas deliberadamente não avançam para uma união tradicional.

Daí que o fenómeno também atravesse todas as classes sociais: embora saia mais caro viver em casas separadas, as despesas podem ser partilhadas com outras pessoas. Claro que há despesas extra: gasta-se inevitavelmente mais dinheiro em chamadas telefónicas e em viagens.

Como partilham a ideia de compromisso, a fidelidade não está em causa. Daí que estas relações não devam ser confundidas com uniões abertas a experiências amorosas paralelas (ainda que isso possa ser verdade em situações excepcionais).

A ideia passa por manter as qualidades dos tempos de namoro, evitando os obstáculos da vida de casados no sentido tradicional.

Há relações duradouras, mas nem todas as pessoas que adoptam o formato vivem em função do “…até que a morte os separe”. Por outro lado, os filhos não são encarados como fundamentais para uma relação feliz.»

«A PSICÓLOGA, Cláudia Morais»

*

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Once upon a Time in the West - 1968

1 9 6 8 - A Revolução Inesperada

«“Havia um ar estranho: a revolução inesperada arrastara o adversário, tudo era permitido, a felicidade coletiva era desenfreada.” - Antonio Negri

“1968” foi o ano louco e enigmático do nosso século. Ninguém o previu e muito poucos os que dele participaram entenderam afinal o que ocorreu. Deu-se uma espécie de furacão humano, uma generalizada e estridente insatisfação juvenil, que varreu o mundo em todas as direções. Seu único antepassado foi 1848 quando também uma maré revolucionária - a “ Primavera dos Povos” -, iniciada em Paris em fevereiro, espalhou-se por quase todas as capitais e grandes cidades da Europa, chegando até o Recife no Brasil.

O próprio filósofo Jean-Paul Sartre, presente nos acontecimentos de maio de 1968 em Paris, confessou, dois anos depois, que “ainda estava pensando no que havia acontecido e que não tinha compreendido muito bem: não pude entender o que aqueles jovens queriam...então acompanhei como pude...fui conversar com eles na Sorbone, mas isso não queria dizer nada” (Situations X).

A dificuldade de interpretrar os acontecimentos daquele ano deve-se não só à “multipla potencialidade do movimento”como a ambiguidade do seu resultado final. A mistura de festa saturnal romana com combates de rua entre estudantes, operários e policiais, fez com que alguns, como C.Castoriaditis, o vissem como “uma revolta comunitária” enquanto que para Gilles Lipovetsky e outros era “a reinvidicação de um novo individualismo.”

Tornou-se um ano mítico porque “1968” foi o ponto de partida para uma série de transformações políticas, éticas, sexuais e comportamentais, que afetaram as sociedades da época de uma maneira irreversível. Seria o marco para os movimentos ecologistas, feministas, das organizações não-governamentais (ONGs) e dos defensores das minorias e dos direitos humanos. Frustrou muita gente também. A não realização dos seus sonhos, “da imaginação chegando ao poder”, fez com que parte da juventude militante daquela época se refugiasse no consumo das drogas ou escolhesse a estrada da violência, da guerrilha e do terrorismo urbano.

“1968” foi também uma reação extremada, juvenil, às pressões de mais de vinte anos de Guerra Fria. Uma rejeição aos processos de manipulação da opinião pública por meio dos mass-midia que atuavam como “aparelhos ideológicos” incutindo os valores do capitalismo, e, simultaneamente, um repúdio “ao socialismo real”, ao marxismo oficial, ortodoxo, vigente no leste Europeu, e entre os PCs europeus ocidentais, vistos como ultrapassados.

Assemelhou-se aquele ano aloucado a um calidoscópio, para qualquer lado que se girasse novas formas e novas expressões vinha a luz. Foi uma espécie de fissão nuclear espontânea que abalou as instituições e regimes. Uma revolução que não se socorreu de tiros e bombas, mas da pichação, das pedradas, das reuniões de massa, do autofalante e de muita irreverência. Tudo o que parecia sólido desmanchou-se no ar.»

*