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terça-feira, 2 de agosto de 2011


"Quando se ama alguém tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos.
O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar.
A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar.
O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder.
E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver."

in «O DiÁRIO DA TUA AUSÊNCIA», Margarida Rebelo Pinto

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quarta-feira, 16 de março de 2011

Surdo do coração


«Mas o que mais dói é saber que alguém que ainda amamos, por medo e por sofrimento, nos fechou o coração. O som é igual ao de mil tambores em fúria: não vale a pena falar, não vale a pena escrever, não vale a pena tentar chegar ao outro lado, saltar o muro, enviar emissários, içar bandeiras, fazer cimeiras, apanhar aviões e levar na mão o nosso coração como presente porque ele já não o quer. Quando o outro coração se fecha deixa de ser nosso. E quando um homem fica surdo do coração, como é muito mais prático do que uma mulher, como é mais fácil do que lamber as feridas, oferece-o a outra mulher.»

in «Onde reside o amor»

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terça-feira, 8 de março de 2011

Príncipe Encantado


«A pessoa certa não é a mais brilhante e eloquente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura a paixão mais avassaladora ou nos diz que nunca se sentiu assim.
(...)
A pessoa certa é aquela para quem também somos a pessoa certa. Tão simples quanto isso. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida...
Não é o que diz "amo-te" 20 vezes por dia, mas o que sente que nos quer amar ao longo dos próximos 20 anos. É alguém que olha para nós todos os dias, mas que também olha por nós todos os dias.»

in «Onde reside o amor»

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sábado, 5 de março de 2011

Mulher em movimento I I


«As mulheres em movimento são mais difíceis de controlar, porque mudam de interesses com facilidade: hoje querem aprender "krav-magga", amanhã interessam-se por pintura a óleo. Mas têm uma enorme qualidade: estão sempre ocupadas. E quando têm tempo para um homem é porque ele é mesmo importante. Senão tinham mais que fazer.
Por outro lado, uma mulher em movimento aguça a concentração masculina. O simples facto de um homem não saber o que é que ela poderá estar a fazer naquele momento - pode estar numa aula de ioga, nos saldos com as amigas ou em casa a ler um livro - faz com que ele a valorize. Porquê? Porque sente que não a tem na mão, mesmo que se trate de uma namorada devota ou de uma mulher fiel. A ideia de as mulheres terem a sua vida é algo que fascina os homens ao mesmo tempo que os assusta. Os mais corajosos aceitam o desafio, enchem o peito de ar e dão o seu melhor. Os mais comodistas optam por uma sossegadinha, daquelas que organizam a vida de acordo com os interesses do seu par e que estão sempre em casa à espera que volte com um prato de comida quente e um sorriso submisso.»

in «Onde reside o amor»

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Mulher em movimento I


«Uma mulher em movimento é uma mulher interessante. Ela tem sempre imensas coisas para fazer, e quando não tem, inventa. Ela tem amigas com quem almoça todas as semanas, dois ou três amigos de grande confiança e acima de qualquer suspeita com amigos de grande confiança e acima de qualquer suspeita com quem vai jantar uma vez por mês, ela trabalha, ela vai à ginástica, ela vai ao cabeleireiro, ela tira cursos de teatro, de comida oriental e de linguagem gestual, tudo isto enquanto deixa os filhos na natação, ela gosta de ir ao teatro, ela vai a exposições, numa palavra, ela tem vida própria.»

in «Onde reside o amor»

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terça-feira, 1 de março de 2011

Casais-bolha


...
«Há casais que se amam profundamente, há casais que são literalmente loucos um pelo outro e há casais que reúnem as duas coisas e que conseguem o pleno.
(...)
Conheço poucos casais assim, mas distinguem-se à légua: saem sempre juntos, comunicam em código um com o outro, riem-se mais do que é habitual e conseguem sentir
que estão sempre sozinhos, ainda que sentados numa bancada de um estádio em noite de uma final da taça. Vivem numa espécie de bolha transparente, porém impenetrável, onde nem os filhos entram. São casais que conseguem manter a chama da paixão depois de meses e anos de convivência. Não raro, apoiam-se profissionalmente um ao outro e referem-se sempre aos filhos como nossos, sem distinguir facções dentro do núcleo familiar, ainda que estas possam existir. Os casais-bolha vendem uma felicidade absurda e quase plástica, por parecer impossível alcançar. Podemos ter a sensação de que vão um dia sufocar ao respirarem o mesmo ar, mas geralmente não é isso que acontece: parecem alimentar-se desse ar muito particular que fabricam.
E quando a bolha rebenta? Salve-se quem puder, porque os próprios não conhecem salvação. Valerá a pena viver assim? Talvez valha pelo menos tentar, isto para os poucos sortudos que já tiveram tão rara oportunidade. afinal, não é todos os dias na vida que se consegue o pleno.»

in «Onde Reside o amor»



Os casais-bolha suscitam invejas e ódios, palmadinhas falsas nas costas e comentários
depreciativos.
Até aqueles que parecem contentes pela felicidade alheia e desconfiam da mesma, dizem «bem me parecia» ou «eu já sabia» se e quando a bolha rebenta!
Às vezes o amor é enorme, a felicidade também, o entendimento real e verdadeiro, mas as pressões externas e rotina interna minam esses nobres sentimentos e o barco afunda; o ar perfeito torna-se
irrespirável e envenena a própria existência.
Às vezes, parece que o barco afundou e os náufragos mal se mantêm à tona, mas como sempre costumo dizer: O VERDADEIRO AMOR NÃO ACABA NUNCA!

Trapalhonazinha

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011


«Quando alguém desiste de um amor, desiste também de um sonho que já acalentou. E é muito difícil desistir. Abdicar de um amor dói, e essa dor dura, demora a partir. É como viver com uma pedra encostada à garganta.»

in «Onde reside o amor»


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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Clareza de sentimentos


«Uma das grandes qualidades dos homens é a clareza de sentimentos. Ao contrário das mulheres, eles não se deixam levar por ilusões; ou gostam de nós ou não gostam, ou querem estar connosco ou não querem, ou estão apaixonados e dão a volta ao mundo atrás de nós, ou então nem sequer nos atendem o telefone.
As mulheres são muito mais perigosas. Elas podem dar troco a um homem porque querem esquecer o anterior à viva força, porque não lhes apetece estar sozinhas, porque ele é o ex-namorado de uma parva qualquer e já agora aproveitamos para a chatear, porque é bom rapaz - embora não nos levante o pêlo - ou porque é um bom partido.»
(...)


in "Onde reside o amor"
Margarida Rebelo Pinto


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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Desgostos de amor... quem os não tem!


«Homens e mulheres reagem de forma quase oposta a um desgosto de amor. Eles guardam o melhor do que viveram e olham para trás sem mágoas; elas, pelo contrário, tendem a fazer deles uns monstros e não descansam enquanto não elaboram uma lista exaustiva de razões e motivos para explicar tudo o que correu mal.»
(...)

in "Onde reside o amor"
Margarida Rebelo Pinto

Não estava errada e tu certo...simplesmente sou mulher...
ou isso não faz parte dos meus encantos!?...

Trapalhonazinha

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

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«Enquanto não perceber porque é que a nossa relação se esfumou..., acho que não conseguirei ter descanso; talvez a grande lição a tirar seja a de aceitar que aquilo que tomei como certo e permanente na minha vida, é muito raro e, mesmo quando existe, é apenas temporário.»

in «Pessoas como nós»

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quinta-feira, 19 de agosto de 2010


«Não sei se vamos conseguir ficar amigas depois de tudo o que aconteceu, mas agora também já não me interessa. Talvez os amigos não existam, apenas momentos de amizade. Pelo menos não falhei, mais uma vez não lhe falhei, fui ter com ela, dei-lhe o meu tempo e a minha atenção.»

in «Pessoas como nós»

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

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«Fazes-me falta, meu amor. E a falta que me fazes não se resgata nas palavras...»

in «Pessoas como nós»

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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

egoísmo versus altruísmo

(...)
«Não, não quero lembrar-me de todas as vezes que a ajudei... ajudar sem esperar nada em troca, dar tempo e ter paciência, não falhar, estar sempre ali para o que der e vier. Só que ela nunca estava, nem esteve disponível para mim. Nem para ninguém... não perde um segundo a pensar no que os outros precisam, sempre obcecada consigo própria.»

(...)
«Não há maior prisão do que a nossa cabeça e o nosso coração, se não os virarmos para o mundo, se não percebermos que os outros são mais importantes que nós»...

in «Pessoas como nós»

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

uma resposta para o meu coração...



"Pega no telefone e liga-lhe, não tens nada a perder. Diz-lhe que tens saudades dele, que ninguém te faz tão feliz, que os teus dias são secos, frios e áridos, como um deserto imenso, sem oásis nem miragens, sempre que não estão juntos. Pega no telefone e liga-lhe. Se ele não atender, deixa-lhe uma mensagem. Ou então escreve-lhe uma mensagem a dizer que queres estar com ele. Não te alongues nem elabores, os homens nunca percebem o que queres deixar cair nas entrelinhas. Tens de ser clara, directa, incisiva. E não podes ter medo, porque o medo é o maior inimigo do amor. Cada vez que deixares o medo entrar-te nas tuas veias, ele vai gelar-te o sangue e paralisar-te os nervos, ficas transformada numa estátua de sal e morres por dentro. A vida é uma incógnita, hoje estás aqui, amanhã podes ficar doente, ou cair-te um piano em cima quando fores a andar na rua. Ainda há pessoas que atiram pianos pela janela, sabias? Nunca se sabe como será o dia de amanhã, por isso não percas tempo: pega no telefone e liga-lhe. Tenho a certeza que ele te vai ouvir, tenho a certeza que ele te vai ajudar, tenho a certeza que ele, à sua maneira - e é tão estranha a forma como os homens gostam de nós - ainda gosta de ti. Mesmo que já não te ame, ainda gosta de ti, como tu vais aprender a gostar dele, quando a vida te obrigar a desistir deste amor. Ele está longe, mas olha por ti por entre memórias, presentes e flores. À noite, entre sonhos alterados pelo álcool, tu apareces-lhe na cama e ele volta a sentir o cheiro da tua pele e volta a amar-te com todas as suas forças. Ainda que não acredites, tu viverás para sempre nele, tal como ele vive em ti, na memória das tuas células, num passado que pode ser o teu escudo, mesmo que não seja o teu futuro. Pega no telefone e liga-lhe. Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga se sim ou se não. Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavra NÃO. Pede-lhe uma resposta para o teu coração. Mais vale saberes que acabou tudo do que viveres com as laranjas todas no ar, qual malabarista exausto, sem saberes nem como nem quando elas vão cair. Mais vale chorar a tristeza de um amor perdido do que sonhar com um oásis que se transformou numa miragem. Pega no telefone e liga-lhe. Liga as vezes que forem precisas até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejavas ouvir. Mas não fiques quieta, à espera que a vida te traga respostas. A vida é tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela. E quando todas as laranjas caírem, apanha-as com cuidado, guarda-as num cesto e muda de profissão. O circo é para quem não tem casa nem país, não é vida para ninguém. Guarda as laranjas num cesto, leva-as para casa e faz um bolo de saudades para esquecer a mágoa. E nunca deixes de sonhar que, um dia, tal como eu, vais encontrar alguém mais próximo e mais generoso, que te ensine a ser feliz, mesmo com todas as pedras que encontrarem no caminho. Larga as laranjas e muda de vida. A vida vai mudar contigo."

segunda-feira, 24 de maio de 2010

...ah!...se eu pudesse...


"Se eu pudesse, levava-te agora para casa, sentávamo-nos à lareira a conversar, explicava-te porque é que um dia reparei que existias e sem querer me esqueci do meu coração entre os teus dedos…
Se eu pudesse… mas não posso, porque ninguém caminha sozinho, uma ponte só se constrói se as duas margens deixarem e o rio só corre se a corrente o empurrar. E eu não sou mais do que uma gota de água nesse rio parado, uma peça perdida de uma ponte desmantelada, um mapa riscado que se esqueceu de todos os caminhos, uma folha em branco que perdeu a caneta, um estandarte sem bandeira, uma voz sem som, uma mão sem a outra. Falta-me a tua voz, o teu desejo, o teu querer, o teu poder. Falta-me uma parte de mim que te dei e que agora já não podes devolver.
Um dia ainda havemos de nos entender”

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terça-feira, 20 de abril de 2010


«Acordava desfeita, respirava fundo, olhava para o mar, que me acenava, imenso e perfeito da janela, e pensava: tenho de mudar, tenho de aprender com isto, a vida é mais do que sofrimento, angústia, espera e vazio, tenho de aprender a viver outra vez, de uma maneira diferente, que não me faça sofrer tanto. E fui aprendendo, muito devagar, a cada dia que passava, da mesma forma que vou aprendendo ainda hoje.»

in «O dia em que te esqueci»

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quarta-feira, 14 de abril de 2010


«Há mais no mundo para ver e para amar.»

in «O dia em que te esqueci»

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terça-feira, 13 de abril de 2010

Big Love II




«Amava-te demasiado, desistir de ti era quase como morrer. Agora, com o véu da distância, pode parecer-te um exagero, mas foi o que senti durante esse tempo, era essa a minha realidade.»


in «O dia em que tes esqueci»


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domingo, 11 de abril de 2010

Big Love I


«É mais fácil arrancar uma árvore à terra com todas as suas raízes, do que esquecer a intimidade. Tu vives em mim por tudo o que representaste de bom e que foste de mau. E, no entanto, não tenho por ti nenhum sentimento de raiva, de revolta, de tristeza ou de desejo de esquecimento por todas as desilusões e dissabores que me causaste; fui eu que deixei que me fizesses mal e sei melhor que ninguém que nunca me quiseste magoar.»

in «O dia em que te esqueci»

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sexta-feira, 9 de abril de 2010


«Quando voei para a tua cidade já sabia que não te encontraria. Irias fugir mais uma vez, como tantas vezes já o fizeras. Pouco me importei. A minha vida estava a mudar, como se depois de uma longa e involuntária hibernação me fosse dada a oportunidade de respirar ar puro e ver a luz.»

in «O dia em que te esqueci»

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